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Um mar de vinhas em pleno Minho

Joao Paulo Martins

A região dos Vinhos Verdes está subdividida em regiões, cada uma com as suas particularidades e quase sempre em torno de um rio. O próprio Minho foi definido por Orlando Ribeiro como um «anfiteatro voltado para o mar», o que nos dá a ideia da orografia destas terras minhotas. Por aqui domina o granito, estamos na zona mais pluviosa do país, com o verde a dominar a paisagem e com a vinha omnipresente. A zona de Amarante é das mais produtivas de toda a região demarcada, é daqui que saem alguns dos mais procurados vinhos, nomeadamente os tintos. Tempos houve em que toda a região era dominada pelos vinhos tintos mas tal tem vindo a ser alterado, digamos, nos últimos 50 anos. Progressivamente o tinto perdeu protagonismo e ainda que tenha acérrimos defensores locais, a verdade é que o seu lado mais rústico e difícil afastou muitos consumidores que assim se enamoraram dos brancos, vinhos estivais, muito aptos para acompanhar os petiscos de Verão e os pratos de marisco. Os rosés são também uma criação relativamente recente e alguns existem feitos com castas antigas como Espadeiro mas aqui e ali surgem com as novas castas da moda, como o que sugiro hoje, feito de Touriga Nacional. A região produz diferentes tipos de vinho, desde os que apresentam gás (induzido, não natural) até outros que têm, além do gás, uma certa doçura residual. São vinhos com muita tradição, como Casal Garcia ou Gazela, e que têm todo o espaço para continuarem a ser escolhas dos consumidores. O facto de podermos preferir os secos em nada retira valor àqueles brancos clássicos. No caso específico dos rosés secos e abertos de cor, creio que vieram para ficar e são cada vez em maior número.

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