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Sesimbra com cheiro a maresia

Joao Paulo Martins

“Vou a Sesimbra menos vezes do que gostaria. Tenho boas recordações desde a adolescência, na altura não pelo peixe ou pelos vinhos. Esse gosto veio mais tarde mas veio com força. Associo sempre Sesimbra com momentos de lazer, com praia, com chocos com tinta, com tascas em ruas estreitas, com vinhos brancos frescos e ácidos. É óptimo voltar e caio sempre nos braços do bom peixe que por lá encontro e que me enche a alma. Espadarte, por exemplo, não é peixe que eu frequente, pela simples razão de ele aparecer poucas vezes no mercado onde mais vezes compro peixe. Só por isso. Mas confesso que sou grande apreciador de ceviche que já tentei fazer mas com fraco sucesso. Continuo a ser algo conservador na ligação do peixe com o vinho, sobretudo quando ele é pouco ou nada cozinhado. Nestes casos continuo a optar pelos brancos mais frescos e jovens. É claro que se entrarmos nas caldeiradas, nos peixes com molhos de manteiga ou natas, aí a conversa muda de figura e teremos também de mudar o registo dos vinhos. No nosso caso acho que temos bons Vinhos Verdes para preencher esta ligação mas na região próxima de Sesimbra, digamos Azeitão, temos também uma escolha variada. Os mais fáceis de encontrar no mercado são os vinhos da Bacalhôa e da casa José Maria da Fonseca , que hoje trabalham com uma infinidade de castas, a maioria delas vindas de fora da região. Bons exemplos de vinhos para o peixe de Sesimbra são os brancos Catarina e Quinta de Camarate mas também os vinhos da costa alentejana, como o Cortes de Cima Alvarinho ou os brancos e rosés Vicentino.”

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