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Os espumantes em 2020

Joao Paulo Martins

“Os espumantes portugueses estão cada vez melhores. Já existem em todas as regiões e os produtores estão a ter mais cautelas em todo o processo, ou seja, desde a escolha do momento certo da vindima até aos cuidados que o vinho exige até que lhe é colocada a rolha. Algumas regiões são clássicas, como Távora-Varosa e Bairrada, mas outras despertaram para a produção, como o Vinho Verde, sobretudo a região de Monção e Melgaço. Daqui nem sempre é fácil conhecer toda a diversidade que existe porque as produções são muito baixas e só algumas marcas têm ampla distribuição. No Douro há poucos produtores e alguns são totalmente desconhecidos do grande público mas a marca Vértice e a Real Companhia Velha têm produtos de excelência. Na Bairrada a escolha é enorme, é de resto a zona de maior produção, com produtos para todos os preços, alguns deles ridiculamente baixos o que em nada prestigia o nome Bairrada. A nova designação Baga Bairrada – espumantes brancos feitos com a casta tinta Baga – veio dar novo alento e gerar conversa/comentários em volta do tema. Em Távora-Varosa mandam a Murganheira e a Raposeira mas a Cooperativa do Távora tem tido enorme sucesso com a marca Terras do Demo, de preço excessivamente baixo. Alegra-se o consumidor mas não se prestigia a região. No resto do país há muitas marcas, estendendo-se até às ilhas. Existem por isso agora todas as razões para que o consumidor se aventure; pode ser nos produtos da região que mais gosta ou de outras para poder comparar.”

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